10.1.06

Um estouro

Um grão pequenino e duro. Parece mágica que depois de aquecido ele estoure e tome aparência de uma flor. A pipoca é um alimento muito antigo, bem mais que o cinema e as festas juninas. Há 4 mil anos, índios americanos já sabiam estourar o milho levando as espigas inteiras ao fogo. Os astecas, povos que habitaram a região do atual México entre os séculos 14 e 16, utilizavam a pipoca como comida e decoração em suas cerimônias religiosas. Foi Colombo quem levou a técnica e as primeiras espigas para a Europa. No candomblé ela é um alimento sagrado que significa transformação - do milho duro para a pipoca macia. Uma transformação simbólica por qual todos devemos passar, e que só acontece com a quentura do fogo (o que significa que mudar não é moleza). A explicação científica para o estouro da pipoca está na água presente no interior do grão. O aquecimento transforma essa água em vapor, que expande até explodir e virar o milho do avesso. O grão de milho que permanece o mesmo, por mais que se aqueça em gordura quente, ganha o nome de piruá. Tem um ditado no interior de Minas Gerais que associa uma pessoa que não desenvolveu seus talentos, ou que não teve um amor, com o destino do piruá, ou seja, "a pipoca que não arrebentou".

por Sílvia Amélia na Revista Vida Simples
(eu leio sempre, leia também. bjo Rê)

Um comentário:

Tammy disse...

Oi Rê!!!
Gostei do texto!!
Não quero ser um piruá hehehe
É a mesma coisa com a borboleta, virar uma coisa bonita não é facil!
Beijão!!
E vê se vai hj hein!!!