28.12.06

a outra margem do mar

Procuro nas coisas vagas ciência
Eu movo dezenas de músculos para sorrir
Nos poros a contrair, nas pétalas do jasmim
Com a brisa que vem roçar da outra margem do mar
Procuro na paisagem cadência
Os átomos coreografam a grama do chão
Na pele braile pra ler na superfície de mim
Milímetros de prazer, quilômetros de paixão
Vem pra esse mundo, Deus quer nascer
Há algo invisível e encantado entre eu e você
E a alma aproveita pra ser a matéria e viver
por Marisa Monte

Dançar, cantar, brincar e rir:
mantém a forma, faz bem ao coração
e deixa as pessoas mais bonitas...

23.12.06

Batizado Grupo Equilíbrio

Vou postar algumas fotos para agradecer o carinho de meus amigos.
Instrutora Kátia + Luana + Monitora Isabel
Monitora Isabel + Monitor Victor
Monitor Fabrício
Monitora Priscilla + Monitor Vagner

21.12.06

Perca a cabeça na guilhotina

Meu tempo transformou-se curiosamente na minha falta de tempo. Sempre me desculpando, sempre alegando algum outro compromisso. Ainda mais para quem não aprendeu a dizer não. Eu desmarco, não nego nada. Qualquer contemporâneo tem vidas paralelas. E mortes paralelas também.

Existe um único antídoto para a falta de tempo. Um único. Estar apaixonado. Esquecer de si para inventar o desejo. O desejo transforma-se no próprio tempo. Tudo é adiado. A dispersão nos leva a reparar nas janelas, nos interruptores, nos sapatos dos colegas. As córneas se abaixam. Nada mais tem tanto significado do que se aprontar, ensaiar e aguardar perfumado o encontro. Depilamos a agenda. Compromissos sérios pulam de casas e horários. O trabalho passa violentamente rápido. Não há o medo de ser demitido, o medo de se proteger, o medo de repetir as relações passadas, a segurança de prever. Cada um assume uma condição noturna, intermitente, o olhar abobado e a vontade excessiva.

A imaginação pára a escrita em um só nome. Aconselho a quem não tem tempo: apaixone-se. Perca a cabeça na guilhotina. Entregue seus pés para a espuma. Permita a cintura subir como um chafariz. Não pense que vai dar errado.
O que pode dar errado já aconteceu antes. Dentro do tempo.

20.11.06

Tú me faz bem


Os dedos já afinados de flauta.
Ver você namorando o espelho.
O meu rosto perto do seu rosto.
Seu apuro de ouvido.
As linhas dos lábios desenhadas.
Nenhum escândalo diante do tempo,
nenhum pavor de mortalidade.
Meus cabelos armados pelo costume
de soltá-los somente na cama.
Nossas vozes dentro das vozes de nossos filhos.
Enganar o nome de quem chega.
A maior aventura não é correr o mundo,
é correr os olhos, aventurar-se pelo interior.
Não desejo sua juventude, desejo sua permanência.

8.11.06

Mais Um Na Multidão



Guarde segredo que te quero
E conte só os seus pra mim
Faça de mim o seu brinquedo
Você é meu enredo, vem pra cá
Te quero, te espero
Não vai passar
O amor não falta estar


Você pensa em mim, eu penso em você
Eu tento dormir, você tenta esquecer
Longe do seu ninho, meu andar caminho
Deixo onde passo os meus pés no chão
Sou mais uma na multidão
O mar de sol no leito do lar
Que nem um rio pode apagar


O amor é fogo e ferve queimando
Estou ferido agora e sigo te amando
Você pode acreditar
A mesma carta, o mesmo verbo
Em sonho só viver pra ti
Quem tem a chave do mistério
Não teme tanto o medo de amar
Me cego Te enxergo
Não vai passar
O amor não tarda, está.


Composição: Erasmos Carlos, Marisa Monte

28.10.06

Esperar...


Uma esperança sem resistência não é esperança...

25.10.06

Mateus - Aniversário 7 anos







O aniversário do Mateus foi bem legal,
levamos as crianças para um piquenique
com muito futebol, brincadeiras e até scrapbooking.
Logo logo o álbum completo fica pronto.

11.10.06

lixo ou poesia


"O olho é como uma câmara fotográfica:
você olha e regista aquilo que quiser.
Podemos ver lixo ou poesia, miséria ou esperança."

Exposto no Museu de Arte de Israel

4.10.06

Ateliê de Lembranças

Dêem uma olhadinha no site www.ateliedelembrancas.com.br
e vejam quantas coisas graciosas para bebês, crianças,
teens, adultos e até mesmo para empresas.
Logo + teremos novidades!

Eu atendo aqui
:-)
Se você tem uma amiga que pode gostar, ajude a divulgar!

Bruno

3.10.06

29.9.06

O Rato de Roma...


Só pra me descontrair
e não ficar pensando:
que eu poderia estar lá,
mas estou aqui...

25.9.06

Quando Você Me Olha


Teu olhar é uma luz no fim do túnel
Teu sorriso é sossego
Teu abraço é calor no fim de junho
Teu colo meu aconchego
Eu me esqueço em seus braços
Se deixar nem me lembro
Meu tempo, meu espaço
Meu mais seguro esconderijo
Teu olhar meu mundo protegido
protegido
Meu medo vai embora
Se você, se você me olha
Meu medo vai embora
Quando você me olha
Meu medo vai embora
Se você, se você me olha
Meu medo vai embora
Quando você me olha
Luciana Mello

20.9.06

mandamentos que sigo a risca


simplificar
não exagerar os sentimentos
arriscar
não seguir os mandamentos
vivenciar
não mitificar os pensamentos
assimilar
não condecorar os ferimentos
reinventar
não copiar aos sete ventos
amamentar
não aprisionar os seus rebentos
uma mulher adulta
só conhece bons momentos.
Martha Medeiros

14.9.06

Nenhum vento


Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir.
Seneca

11.9.06

pessoas sem imaginação

"As pessoas sem imaginação podem ter tido as mais imprevistas aventuras, podem ter visitado as terras mais estranhas...
Nada lhes ficou. Nada lhes sobrou.
Uma vida não basta apenas ser vivida:
também precisa ser sonhada."
(Mário Quintana - Caderno H, pág. 166)

Gustavo & Gabriela


10.9.06

Então, eu te amo, mas não espalha.

O amor não é uma verdade, muito menos uma mentira. Corresponde a uma descoberta inventada. Descobre-se um sentimento que a gente inventou. Inventar é permitir que cresça a empatia, que a paixão se instale, que faça sentido, que até se aborreça de não ter chegado antes. No amor, ninguém entra sem pedir licença. Ninguém entra sem a concordância do outro, ainda que involuntária. Ninguém entra sem um "amém", um "obrigado", um "estava esperando", uma saudade, um aceno, uma necessidade. Mas amar é justamente não ter certeza. Não encerrar o assunto. Ama-se aos bocados, não ama-se como um pacote turístico, com passagens, hotéis e passeios orientados. Amor é sofrer a inexistência do amor. Combater com mais amor o que está se esgotando. Amor é reconhecer a possível ausência do amor em alguma hora e recomeçar. É identificar a condição de já ter sido mais forte e remar violento com a boca em direção ao fundo. Nadar na alegria do desespero. Houve dias que ninguém me amou. Houve dias em que eu não amei. Mas houve dias em que meu marido me amou em dobro, que meu filho me amou em dobro, que eu amei como se você estivesse em meus braços.