Lilypie 6th to 18th Ticker

31.7.06

só uma piscada



Vem cá, que eu tenho uma coisinha pra te dar, vem.
Manifesto sem tesão. A pedidos das hormoniosas que me cercam. Pânico. Não sabem ser amigos das mulheres. Não sabem brincar. Olha lá aquela planta carnívora, venenosa e faminta. Areia movediça. Piscada, abraço, que perfume bom, uma coisa à toa, só um charme. Leveza para o dia. Bitolados. Sei, ela tá dando em cima de mim. Embaixo de mim e de ladinho. Só essas três, esse tipo nem imagina outra série. Buuuu, olha o bicho papão. Ter amigo evita infarto. Mocinhas virgens do interior (ui) balbuciam gaguejantes: epa, eu sou casado, pára com isso.
da amiga Rubya Rubi, do Harmoniosas

29.7.06

Para minha professora

CONVERSA SÉRIA

Gravura de Magritte

Basta improvisar com o que somos, não com o que temos.

26.7.06

A pressa em se despedir é desejo de permanecer mais um pouco.

Eu me porto assim diante do amor. Preciso do cotovelo no meu braço. Da mão na minha cintura, de um abraço no pescoço. Não que eu não saiba, terei que confessar: não sei mesmo, amor não se sabe, amor se pressente. É uma indefinição contente e, ao mesmo tempo, assustadora. A pressa em se despedir é desejo de permanecer mais um pouco. O que era passageiro, o que era para ser mais um esquecimento, o que era para ser mais uma noite para dormir transforma-se em obsessão de sonhar, acordar, cuidar e voltar, em obsessão de estar presente e arrumar todos os motivos e subterfúgios para não pensar em outra coisa. Aperta uma vontade de conversar sobre a história com todo mundo que se encontra, com o carteiro, com o bancário, com o jornaleiro, com os passageiros do trem. Falar do amor para que ele aumente ou para que diminua. Para que ele suma ou nos dê confiança de tomar atitudes improváveis e delicadas, mas o amor não se conta nem pro melhor amigo. Vamos atrás de um fiador. Só que o amor não aceita caução. É uma encruzilhada colocar a casa para fora da boca. Abrir-se. Expor-se de tal modo que não se pode retornar ao que julgávamos nossa vida, ao que acreditávamos nosso lar, ao que confiávamos como nossas convicções e nossa ordem. Como confessar uma paixão e depois fingir que isso não mexeu com a gente e retomar o trabalho e a disciplina dos dias como se fosse comum? Antes impessoal, o amor se agarra a um nome e não mais nos pertence. É irrecuperável porque depende de um sim ou de um não. Quando dito, irá embora sem acenar. Não descobriremos que estamos doentes, descobriremos que não temos cura. Amor não nos fortalece, enfraquece. Ficamos indigentes à espera de um beijo, de um telefonema, de uma mensagem. O amor muda o nosso passado. Sofreremos com a incerteza do que a pessoa dirá ou fará. Usam-se palavras emprestadas para não ser direto. Encontram-se motivos alheios à verdade para não se entregar. O amor não seria tão sério se não houvesse a possibilidade dele se converter em uma comédia. Mas a comédia não é levar um fora, comédia é a covardia de não se declarar e antecipar sozinho os risos que seriam bem melhores acompanhado...

3.7.06

"Fantástica Fábrica de Chocolate"



AMSTERDÃ - Empresários e autoridades de Amsterdã anunciaram nesta quinta-feira que a capital da Holanda vai ganhar um parque temático dedicado ao chocolate e inspirado no livro infantil "Charlie e a Fábrica de Chocolate", de Roald Dahl. Exatamente como a fictícia "Fábrica de Chocolate" de Willy Wonka, criada pelo escritor, a parte principal do "parque dos doces"' será subterrânea, localizada num túnel ferroviário desativado cedido pela prefeitura de Amsterdã.
Previsto para ser aberto ao público dentro de dois ou três anos, o parque terá um elevador de vidro e uma fonte de chocolate, exatamente como no livro. Além disso, vai produzir chocolate, embora em quantidades pequenas.- Há dez anos eu criei uma peça de rádio sobre 'Charlie e a Fábrica de Chocolate', e desde então fiquei fascinado pela história - contou o editor de audiolivros Maurits Rubinstein, idealizador do projeto.São responsáveis pelo projeto a prefeitura de Amsterdã e a construtora holandesa BAM. A obra vai custar 20 milhões de euros, dinheiro levantado em parte com a venda de títulos que pais e avós podem comprar para seus filhos e netos.
Amsterdã é o maior porto importador de cacau do mundo. A cidade processa cerca de 30% do cacau produzido no planeta, vindo de países como Gana e Equador, e fornece o ingrediente básico do chocolate, a pasta de cacau, usado pelos maiores fabricantes de chocolate da Europa.
A capital holandesa também é o lugar onde, na década de 1820, Coenraad Johannes van Houten inventou a prensa hidráulica de cacau, que possibilitou a produção do chocolate comestível (até então só existia o chocolate em pó, para uso culinário e em bebidas). Van Houten também criou o processo conhecido como ''dutching'', pelo qual é produzido um pó de cacau de sabor leve e que se mistura mais facilmente com a água.

29/06/2006 - 21h11m Reuters

2.7.06

em comum nós somos...

Espetáculo...


Vamos exorcizar nossa decepção por conta desse espetáculo deprimente.
Vamos exercitar o nosso ódio ao Roberto Carlos, que além de ser o maior mascarado da face da Terra ainda foi capaz de ficar ajeitando as meias e deixar o Henry fazer o gol que ajudou a desclassificar o time. Digo ajudou porque o que nos derrubou foi a junção da auto-indulgência dos nossos jogadores com a vontade de vencer e a seriedade do selecionado francês.

A França mereceu vencer e o Brasil foi derrotado com toda justiça.

1.7.06

Seja amante, ame.


Descubra a parte do corpo que exala o perfume mais forte. Será o ponto de maior excitação. Use a respiração como voz. Não atalhe, não abrevie, não resolva. Mas avance e recue. Faça o que mais quer para logo mudar de idéia. Volte atrás como quem deixou de lado algo importante. Não pense muito, apenas o suficiente para não ser refém do seu corpo. Assista a si mesmo mais do que atuar. Namore as regiões com mais vergonha. No fundo, a vergonha é discreta vaidade. Não ataque, converse pelas mãos, pelo olhar, conserve a atmosfera sem as mãos. Defenda-se para mostrar sua vulnerabilidade. Escute o que o outro não disse. Não tenha pudor. Fome é desejo. Exponha-se. Acaricie as costas dela com a cabeça e o rosto e os dedos, mais e mais. Concentre-se na dispersão. Não banque o sério, pois entedia. Combine tranqüilidade com insegurança. Despiste sua movimentação. Quanto maior a espera, maior será a eletricidade. Não aguarde respostas rápidas. Desprendimento é diferente de descompromisso. É doação. Não durma depois nem se afaste com pressa. Continuem se beijando mansamente.

Pecado? Pecado foi o de eva. O meu foi um grande prazer! Mairy Sarmanho

Tatuagem

Quero ficar no teu corpo feito tatuagem
Que é pra te dar coragem
Pra seguir viagem
Quando a noite vem
E também pra me perpetuar em tua escrava
Que você pega, esfrega, nega
Mas não lava
Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem
E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta
Morta de cansaço
Quero pesar feito cruz nas tuas costas
Que te retalha em postas
Mas no fundo gostas
Quando a noite vem
Quero ser a cicatriz risonha e corrosiva
Marcada a frio, a ferro e fogo
Em carne viva
Corações de mãe
Arpões, sereias e serpentes
Que te rabiscam o corpo todo
Mas não sentes

Chico Buarque

30.6.06

Presente pro quartinho novo da Marina


Bonita em rosa mas...

minha pele é uma espécie de pêssego
meus olhos são de um azul esverdeado
meu cabelo é uma espécie de dourado
mas é loiro quando molhado
Mas todas as cores lindas dentro de mim
ainda não foram inventadas!

28.6.06

Escolhas: a doce angústia


Toda escolha é composta de 7 atitudes
(que podem acontecer num momento e em seqüência):

1) saber que existe opção;
2) entender o que está sendo proposto e o que significa essa opção;
3) tomar consciência do risco que se corre, porque há sempre algo que se abandona;
4) o olhar interno para as duas possibilidades;
5) a decisão de optar, que é sempre mesclada com a tentação de desistir,
o que não acontece antes que se decida, embora não se perceba isso;

6) o ato de escolher;
7) o assumir das conseqüências.

Juntando tudo e simplificando, uma coisa é certa: se você sair na chuva vai ter que se molhar. O que faz toda a diferença não está no ficar molhado e sim no que vai se fazer depois: aproveitar para lavar a alma ou recolher-se a um canto, tremendo de medo de ficar resfriado. Eis porque o filósofo francês Jean Paul Sartre dizia que o homem está ‘‘condenado à liberdade’’, na certeza de que ao ser humano é impossível renunciar à escolha, sob pena de anular-se e deixar de fazer parte da condição humana, já que mesmo não agindo estamos praticando uma escolha. Logo, somos heróis e prisioneiros do mesmo destino. Não é fantástico esse entendimento, por mais duro que possa parecer aos duvidosos ou àqueles que querem jogar para outros o seu próprio destino?

Aos amigos do Coral Bebê

24.6.06

NÃO HÁ DE QUÊ



... Só é triste quem não mistura os fatos com as impressões.
Toque-me na perna, no pescoço, o braço ficará arrepiado e será um acontecimento. Toque-me na memória e vou me encontrar mais do que me pertenci. Não existe escombro que não possa servir de pedra novamente.
Não há quem não feche os olhos ao comer, não há quem não feche os olhos ao cantar a música favorita, não há quem não feche os olhos ao beijar, não há quem não feche os olhos ao abraçar.
Fechamos os olhos para garantir a memória da memória. É ali que a vida entra e perdura, naquela escuridão mínima, no avesso das pálpebras.
Concentramo-nos para segurar a dispersão, para segurar o ritmo ao calor da música. O rosto é uma estrutura perfeita do silêncio. Os cílios se mexem como pedais da memória. Experimenta-se uma vez mais aquilo que não era possível...

29.5.06

Homens Borboleta



Dois homens viajavam juntos em pleno sol de verão. Eles iam aonde vão os peregrinos perpétuos: sempre em frente. Perto do meio dia, depois de caminhar muito desde o amanhecer, resolveram parar para comer e descansar à sombra de um grande carvalho, à beira de uma campina. Almoçaram um pedaço de pão e um copo de vinho. Depois um deles se estendeu sobre a relva, com o chapéu sobre os olhos, as mãos cruzadas sobre o ventre e dormiu.

Então, de dentro de sua boca aberta, seu companheiro viu sair uma borboleta azul. Voando em círculos crescentes a borboleta foi visitando arbustos e flores, até se dirigir para um crânio de cavalo que estava sobre a relva, a certa distância dali. O homem sentado não perdeu um só dos movimentos da borboleta, que entrava e saía mil vezes daquele crânio, entrando por um olho, saindo pelo outro, depois desaparecendo no fundo das órbitas para reaparecer por entre os dentes, em rápidos volteios incessantes, até finalmente afastar-se e voltar outra vez a voar em círculos em torno da cabeça do homem que dormia e entrar pela sua boca adentro.

Nesse momento o homem acordou, esfregou os olhos e disse para o amigo enquanto se espreguiçava longamente: Acabo de ter um sonho muito agradável. Eu estava em um palácio magnífico, brilhante, maravilhoso. Eu visitava todos os seus aposentos, corria ao longo dos corredores, subia em seus andares mais altos que tinham o teto abobadado como as igrejas, depois descia a seus porões profundos. Este palácio era meu. E eu estava maravilhado porque ele tinha sido construído sobre um imenso tesouro escondido sob suas muralhas.

Foi então que o outro lhe respondeu:
- Você quer que eu diga onde é que você esteve durante seu sono? Está vendo aquele crânio de cavalo que está brilhando ao sol? Foi para lá que você foi. Eu vi seu espírito sair pela sua boca na forma de uma borboleta azul. Ela visitou todos os lugares daquele crânio, do fundo do olho até os dentes e depois voltou para dentro da sua boca. Agora, se você quiser acreditar em mim, vamos fazer um buraco sob as muralhas deste palácio, para ver se o olho do sonho é mesmo clarividente.
Eles levantaram o crânio, cavaram a terra onde ele estava depositado e descobriram o tesouro escondido. Um imenso tesouro: lá havia TUDO, tudo o que um homem pode sonhar.

Extraído de El Caballo Magico Idries Shah

21.5.06

Missão Toten


Às vezes fico pensando como os hábitos dos pais influenciam o comportamento dos garotos desde cedo...
Produção e Fotos: Mateus Musa

17.5.06

in my eyes


Olhe nos meus olhos
E diga o que você
Vê quando eles vêem
Que você me vê?
Olho nos seus olhos
E o que eu posso ler?
Que eles ficam melhores
Quando eles me leêm
Eu leio as suas cartas
Eu vejo a letra
Meu Deus que homem forte
Que me contempla
Sou sua mas não posso ser
Sou seu mas ninguém pode saber
Amor eu te proíbo
De não me querer
Olho nos seus olhos
E sinto que você
Faz eles brilharem
Como o astro-rei
Olhe nos meus olhos
E o que você vai ver?
Seu rosto iluminado
A Lua de um além
Eu leio as suas asas,
Borboletas
Meu Deus que linda imagem
Me atormenta
Sou seu mas eu não posso ser
Sou sua mas ninguém pode saber
Amor eu te proíbo
De não não me querer
De não me querer
não me querer
De não me querer
__ Nando Reis __

15.5.06

Zumbi - o último dos líderes do Quilombo dos Palmares.

Bem, resolvi postar isso aqui porque já não me lembrava mais de alguns detalhes e tenho estado curiosa. Vale a pena o resumo. Bjos, Rê

Zumbi - o último dos líderes do Quilombo dos Palmares

Etimologia
A palavra Zumbi, ou Zambi, vem do africano quimbando "nzumbi", e significa, a grosso modo, "duende".

Histórico
O quilombo dos Palmares (localizado na atual região de União dos Palmares - AL) era uma comunidade auto-sustentável, um reino (ou república na visão de alguns) formado por escravos negros que haviam escapado das fazendas brasileiras. Ele ocupava uma área próxima ao tamanho de Portugal e situava-se onde era o interior da Bahia, hoje estado de Alagoas. Naquele momento sua população alcançava por volta de 30.000 pessoas.
Zumbi nasceu livre em Palmares no ano de 1655, mas foi capturado e entregue a um missionário português quando tinha aproximadamente 6 anos. Batizado Francisco, Zumbi recebeu os sacramentos, aprendeu Português e Latim, e ajudava diariamente na celebração da missa. Apesar das tentativas de torná-lo "civilizado", Zumbi escapou em 1670 e, com 15 anos, retornou ao seu local de origem. Zumbi se tornou conhecido pela sua destreza e astúcia na luta e já era um estrategista militar respeitável quando chegou aos 20 e poucos anos.
Por volta de 1678, o governador da Capitania de Pernambuco cansado do longo conflito com o quilombo de Palmares, se aproximou do líder de Palmares, Ganga Zumba, com uma oferta de paz. Foi oferecida a liberdade para todos os escravos fugidos se o quilombo se submetesse à autoridade da Coroa Portuguesa; a proposta foi aceita. Mas Zumbi olhava os portugueses com desconfiança. Ele se recusou a aceitar a liberdade para as pessoas do quilombo enquanto outros negros eram escravizados. Ele rejeitou a proposta do governador e desafiou a liderança de Ganga Zumba. Prometendo continuar a resistência contra a opressão portuguesa, Zumbi torna-se o novo líder do quilombo de Palmares.
Quinze anos após Zumbi ter assumido a liderança, o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho foi chamado para organizar a invasão do quilombo. Em 6 de fevereiro de 1694 a capital de Palmares, Macaco, é destruída e Zumbi foi ferido. Apesar dele ter sobrevivido, ele foi traído, capturado e morto, quase dois anos após a batalha, no dia 20 de novembro de 1695. Os portugueses transportaram a cabeça de Zumbi para Recife, onde ela foi exposta em praça pública, para mostrar que a lenda da imortalidade de Zumbi era irreal.
Zumbi é hoje, para a população brasileira, um símbolo de resistência. É também um dos nomes mais importantes da Capoeira.


portal TioSam.com
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14.5.06

Dizem que cada um tem a mãe que precisa...

Como minha mãe é comigo:

Ela harmoniza os opostos e equilibra as diferenças, mas não admite que um membro de sua família dê de ombros para as necessidades alheias e volte-se exclusivamente para si mesmo. Com uma mãe libriana, os filhos logo descobrem que todos os relacionamentos são de suma importância, não só para o equilíbrio íntimo mas também para o bem-estar geral. Seu forte é a diplomacia - ao colocar panos quentes, demonstra que não vale a pena se exaltar por bobagens. Por outro lado, pode ficar em cima do muro e adiar decisões - o curioso é que suas omissões tendem a provocar na prole o desejo de reagir e de tomar posição. Isso acontece porque ela ensina como compensar o que falta. Regida por Vênus, é vaidosa e tem sensibilidade para as artes, transmitindo lições de bom gosto e refinamento aos filhos.



Como sou para o meu filho:

Regida pelo coração, a imperiosa mãe leonina ensina a importância do amor e da arte para viver bem. Como seu poder de invenção é ilimitado, ela indica quanto é fundamental buscar a auto-realização e desenvolver a individualidade de forma criativa. Vira e mexe, sua face exigente vem à tona, com o intuito de motivar e direcionar a vontade da prole. Tal qual uma leoa na selva, gosta de dar ordens e tenta governar todo mundo, mas, alguns minutos depois, surpreende a família transformando o orgulho em humildade. Nesse momento, aprende-se que muitas rusgas podem ser esquecidas com abraços, beijos, pedidos de desculpas e declarações apaixonadas. Isso não quer dizer que ela desista de sua habitual firmeza: é sua estratégia favorita, que permite ao filhote revelar a própria força e assumir plenamente o próprio destino.

13.5.06

NÃO BRINQUE COMIGO

Tudo foi brincadeira, tudo o que falamos, tudo o que imaginamos, tudo o que faríamos se não fosse uma brincadeira. Quando eu disser que podia, quando eu disser que queria, quando eu disser o que sentia por você. Foi brincadeira seus braços estendidos como se fossem fechar em mim, minha doação de pernas pela sua linguagem e o silêncio, agora insuportável, porque o silêncio lembrava o que ele substituiu. Tudo foi brincadeira, tudo será sempre uma brincadeira sádica, uma brincadeira cruel, quando apenas um dos dois estiver amando.

12.5.06

Leva eu - movimento Book Crossing


Encontrar um livro na rua pode não ser mero acaso

Lembra do fascínio de escrever uma mensagem, colocá-la numa garrafa e atirá-la ao mar? A matéria-prima desse sentimento é o acaso, ou serendipity - palavra com origem na história Os Três Príncipes de Serendip (antigo Sri Lanka), em que os personagens faziam descobertas por acidente. Há quem colecione situações desse tipo. Em 1991, o escritor americano Paul Auster publicou The Red Notebook, um livro de fragmentos e anotações sobre eventos cotidianos - todos singelos e misteriosos, como o de encontrar um pedaço de papel num quarto de hotel em Paris e descobrir que o hóspede anterior era amigo dele.

É esse também o princípio do movimento Book Crossing, nova versão das mensagens na garrafa. Você deixa livros em bancos de praça e lugares públicos esperando alguém os encontrar, ler e gentilmente os abandonar de novo, num elo invisível e meio mágico entre pessoas que não se conhecem (ou se conhecem, vai saber…). "Adoro a idéia de compartilhar literatura, me sinto parte de uma comunidade", diz Spiegel, codinome de uma gaúcha que agora compra livros só para libertá-los ao vento do acaso. Em www.bookcrossing.com é possível registrar onde e quando "esquecemos" um livro e rastrear dezenas de outros que circulam no mundo, inclusive no Brasil. Boa Sorte!

1.5.06

O que nós queremos deles



Mas afinal, o que querem as mulheres de um homem? O que nós queremos? Em primeiro lugar, que ele nos ame muito; muito, mas não exageradamente. Que nos entenda, que nos ouça sempre com muita atenção, mesmo que não esteja muito interessado no que estamos falando (mas fingindo estar). Não, ele não precisa nos trazer flores; mas deve estar sempre nos procurando, fazendo um carinho no nosso ombro, pousando (apenas pousando) a mão na nossa coxa por debaixo da mesa ou quando estiver dirigindo o carro, coisa de quem se sabe dono absoluto do nosso coração (e do nosso corpo); só faz isso um homem seguro, que é o que todas queremos.

Por outro lado, é preciso que ele nos solicite muito, pergunte que gravata deve usar, se gostamos da água-de-colônia nova, que carro deve comprar, mesmo que acabe fazendo o que quer, sem dar a mínima para nossa opinião. Mas também é preciso que às vezes fique quieto, calado, para nos deixar bem inquietas, imaginando no que será que ele está pensando. Mulher não pode nunca se sentir nem muito segura nem muito insegura: tem que ser no ponto certo. O ponto certo, essa é a questão. Para isso é preciso sensibilidade, coisa fundamental no homem que se ama. Sensibilidade para sentir quando estamos precisando de um carinho, de um amasso ou de ficar em silêncio. E ser capaz de, na hora de uma briga, dizer vem cá, sua boba", e a gente se aninhar nos braços dele esquecendo de tudo que estava falando. Ah, como é bom um homem assim. Não é preciso que ajude a lavar os pratos nem a arrumar a cozinha, essas bobagens a gente faz com o maior prazer quando ama. Mas a cada cinco minutos pode perguntar, enquanto assiste o futebol (sem tirar os olhos da TV), se ainda vai demorar muito essa arrumação, pedir para você levar uma cerveja e dizer "vem sentar do meu lado para ver o jogo". Esse jogo não nos interessa nem um pouco, mas saber que ele precisa de nós num momento tão crucial é tudo de que precisamos para ser felizes. E quando o time dele fizer um gol e ele comemorar te abraçando e beijando muito, seja solidária e mostre-se tão feliz como se tivesse acabado de ganhar o mais lindo vestido da última coleção de Valentino. Não basta ser mulher: tem que participar.

A hora de ir para a cama é muito importante: mesmo que ele esteja estudando um processo ou lendo uma revista em quadrinhos, é fundamental que ponha a perna em cima da sua, para que você sinta que, aconteça o que acontecer, ele estará sempre ligado em você. E um homem que quer ser amado sobre todas as coisas não pode jamais, mas jamais, depois de apagar a luz do abajur, se virar de costas para dormir; isso é crime que nenhuma mulher perdoa. E quando, já no escuro, ele faz um carinho na sua cabeça e se encaixa - não há mulher que resista a um homem que sabe se encaixar bem -, aí é que você sente a felicidade total e pensa que é aquele homem, aquele e nenhum outro, que pode fazê-la feliz. É só isso que queremos dos homens. Não é pedir muito, é?


Danuza Leão na Revista Claudia

20.4.06

"amor incondicional"


Regiane. Este é o momento da percepção de que existe uma parte de nós que não verte amor para apenas uma pessoa, mas que sente a necessidade profunda de favorecer até mesmo os desconhecidos: aquilo que se chama de "amor incondicional".

17.4.06

Ao sucesso e à felicidade


"...Esse é o segredo do vencedor. Enquanto alguns torcem contra, ele rema a favor. Transforma as dificuldades em um poderoso combustível que o move a toda velocidade rumo ao andar mais alto da casa da felicidade. Não há nada mais forte do que aquele que aprende a usar as adversidades da vida a seu favor. O verdadeiro vencedor fala da próxima conquista, nunca da última derrota. Desprezar as dificuldades passadas é a melhor maneira de não fazer delas o monstro do medo que nos impede de seguir em frente. Ao sucesso e à felicidade. Direto para a morada do otimista. Lá vamos nós".

12.4.06

Comendo Valencia com os olhos


"Eu vivo a busca de algo. É uma busca solitária, que acaba me afastando dos amigos e dos amores. O que será não sei. Talvez eu nunca saiba, talvez não haja o que ser buscado, apenas viver em estado de não pertencer a lugar nenhum - como quando a gente acredita não em um mas em todos os deuses. Talvez eu me torne uma viajante de terras cada vez mais longínquas, alguém sem laços, uma turista acidental, confirmando a sensação de, apesar da minha imensa gratidão por ser humana, ter nascido estrangeira para a humanidade." Uma Englishman in New York.
Especial para Angé e Bete
e como disse a Bete: "julho tá muito longe?"

25.3.06

Nada mais vai nos interromper



Nada mais vai nos interromper.
As cadeiras sob a mesa, os papéis, as lembranças.
Nada mais vai nos interromper.
Se é certo fazer, se é errado fazer, não queremos saber.
Nada mais vai nos interromper.
Nem o pouco tempo. Nenhum tempo de sobra.
Nada mais vai nos interromper.
Mesmo que o vento seja insinuação de chuva.
Nada mais vai nos interromper.
Mesmo que seja aconselhável esquecer.
Nada mais vai nos interromper.
pra quem gosta de scrap:
www.scrapdiary.com.br

15.3.06

Uma frase

"Evite acidentes, faça tudo com propósito"

13.3.06

Bienal do Livro




NADA COMO UMA MULHER INTELIGENTE

Um casal sai de férias para um hotel-fazenda. O homem gosta de pescar de madrugada e a mulher gosta de ler. Uma manhã, o marido volta de horas pescando e resolve tirar uma soneca. Apesar de não conhecer bem o lago, a mulher decide pegar o barco do marido e ler no lago. Ela navega um pouco, ancora, e continua lendo seu livro.

Chega um guardião do parque em seu barco, pára ao lado da mulher e fala:
- Bom dia, Madame. O que está fazendo?
- Lendo um livro - ela responde, e pensando: será que não é óbvio?
- A senhora está em uma área restrita em que a pesca é proibida, ele informa.

- Sinto muito, tenente, mas não estou pescando, estou lendo.
- Sim, mas com todo o equipamento de pesca. Pelo que sei, a senhora pode começar a qualquer momento. Se não sair daí imediatamente, terei que multá-la e processá-la.
- Se o senhor fizer isso, terei que acusá-lo de assédio sexual, diz a mulher.
- Mas eu nem sequer a toquei! - diz o guardião.
- É verdade, mas o senhor tem todo o equipamento. Pelo que sei, pode começar a qualquer momento.
- Tenha um bom dia, Madame - ele diz e vai embora.

MORAL DA HISTÓRIA: Nunca discuta com uma mulher que lê. É certo que ela pensa.

8.3.06

Mulher



Substantivo? Talvez seja o mais correto. Mas é incompleto. Primeiro, porque mulher não se nasce feita: torna-se. Nasce em forma concreta, mas se completa em caráter, no abstrato, apenas com o decorrer da vida e de seus feitos. E mulheres existem várias. Mas quando, de repente para alguém, passa a existir uma só, mulher deixa de ser plural para se tornar substantivo próprio, único. Vira mulher com M maiúsculo. Então, ela se torna referência, característica de comparação, e, por isso, até pode ser um adjetivo. E o mais poderoso. E para ir além, é com um toque de interjeição — porque faz parte dela a emoção e o sentimento — que consegue ser tão necessária ao dia-a-dia, fazendo-se, por isso, mulher. Substantivo concreto ou abstrato? Adjetivo ou interjeição? É melhor ficar só com "mulher" mesmo. Porque se conceitua em si e, pra falar a verdade, nenhuma classe ou palavra irá conseguir definir o ser que só uma mulher consegue entender. E na falta de definições, fica a homenagem pra você minha amiga e a mensagem prá você meu amigo, pelo nosso dia. Parabéns.

6.3.06

Longe Demais


Composição: Vanessa da Mata e Liminha

Beijei seu rosto e guardei
Achei sincero e sem dúvida
Era quase de manhã, era madrugada
A noite esconde a cidade, você some
Será que é cria da noite e eu não sei
As horas cessaram naquela manhã que vem
E é outro dia
Será um desencontro e eu vou sozinha?
Ele não dá um sentimento
Será um jogo intenso que se anuncia
Ele ri e sabe o que faz? nada
Te quis pra minha vida, todo o tempo esperei
E a vida agora está em torno de você
Amanhã é longe demais
Pra quem não tem
Pra quem não sabe
Pra quem não tem a eternidade

3.3.06

Eu o amo!



O amor, como a atmosfera, nos envolve, nos alimenta. Também pode envenenar. O amor é o mais intenso dos sinônimos da vida, o mais permanente, o que de fato salva. O amor nos consome e nos consuma. Na coletânea de crônicas O Amor Esquece de Começar, Fabrício Carpinejar, autor dos aclamados livros de poemas Cinco Marias, Como no Céu/Livro de Visitas e As Solas do Sol, comparece pela primeira vez vestido em prosa, em linguagem fluente, conversando quase num sussurro generoso – porque o que ele nos traz são notícias, impressões, e mais, a força impactante, reconfortadora e capaz de fazer nascer o ser que sempre fomos. Só que, desta vez, completos. O amor nos toma, mesmo antes de abrirmos a porta e percebermos sua entrada. Convém não deixá-lo ir embora, convém deixá-lo entrar. O Amor Esquece de Começar é um alerta, um aviso, uma porta aberta.

Carpinejar, desta vez, abre a sua guarda, única forma (exposição plena na ação corajosa e generosa de ser quem é) para chegar ao coração de seu tema: a paixão, que nos envolve, que nos abandona muitas vezes ressecadas, que nos ressuscita, que leva quem ama e mesmo quem não ama na direção do inesquecível, do definitivo, da salvação que nos mergulha no perder-se para se encontrar. Sem posses, mas possuídos. Desarmados, mas enfim saboreando o alimento supremo: nossa alma gêmea, que nos olha num silêncio a narrar por gestos suaves o que o discurso mais inflamado nem cogita.
O amor é uma surpresa e uma confirmação. Um renascimento para quem até então não o encontrava. Um espelho a mostrar a beleza e o vigor a quem sempre soube identificá-lo. O Amor Esquece de Começar é esse espelho. A mulher, principal interlocutora de seus textos certeiros, não está sozinha. O homem também pode participar dessas revelações que, apontadas numa direção, atingem todos e tudo. O amor, afinal, é o sentido da vida e o conforto para a assustadora dimensão do universo. “Quero recuperar o romantismo, uma visão cristalina e verdadeira das relações amorosas, um cuidado na fala, a sedução”, revela Carpinejar. “Sem idealismo, mas com idealização. A expectativa e a confiança fazem bem ao amor e não podem ser abolidos. Desejo, com as mulheres, o consenso das mãos durante o dia e dos pés durante a noite.”

Leia a “orelha” do livro, por Martha Medeiros

Alguns críticos, quando querem falar mal do trabalho de alguém sem ser demasiadamente ofensivos, dizem: "Fulano, como cineasta, continua um grande músico". Pois eu digo que Fabricio Carpinejar, como cronista, continua um grande poeta, e isso é um elogio, pois não o divide em dois: soma. Fabricio seria poeta até mesmo se fosse convocado a escrever obituários, laudos periciais e relatórios de diretoria. É poeta sem chance de fuga. E que poeta.
Em seu livro de estréia como cronista, escolheu o tema mais recorrente na poesia - o amor - e fez uma exaltação às mulheres, todas as dele (mãe, esposa, filha, amigas) e todas as que ele conhece a fundo sem jamais ter posto os olhos. Ele domina o universo feminino a ponto de demonstrar uma cumplicidade inquietante com nossa solidão e nossas vertigens mais secretas. Como na crônica "Quando Ela Goza", em que descreve uma mulher após o orgasmo: "Quase chorava de tanto que se expulsou. Quase chorava de tanto que se recebeu de volta".
Fabrício flutua entre a concisão e o esbanjamento. Às vezes deixa as palavras à solta, como se elas não tivessem dono, como se não fosse ele a escrevê-las e sim elas a si próprias, livres do patrulhamento do autor, e então de repente ele interrompe este passeio com um frase rápida e genial, a exemplo da crônica em que condena os namoros longos e planejados: "Não faço futuro, caso logo para fazer passado".
Entre o nonsense a realidade, Fabricio Carpinejar é mestre em acertar no alvo, ora nos emocionando muito, ora nos emocionando bastante - as duas únicas reações que se pode ter diante deste livro escrito às ganhas. "Eu sou embaralhado de desejos", revela.
Ele nos atordoa, de fato. "Se você não entender o que quero dizer, estaremos quites". Fabricio, a gente só não entende como esta sua convulsão emocional pode ser tão exata.

Martha Medeiros


EDITORA BERTRAND BRASIL E LIVRARIA DA VILA CONVIDAM

para o lançamento do livro de crônicas
"O AMOR ESQUECE DE COMEÇAR"
,

de FABRÍCIO CARPINEJAR

que será antecedido por debate com
IVANA ARRUDA LEITE E JOÃO CARRASCOZA
e leitura de textos por DENISE SILVEIRA E FERNANDO CHUÍ

na quinta (16/3), a partir das 19h30,
na LIVRARIA DA VILA
Rua Fradique Coutinho, 915
Vila Madalena São Paulo

Estamos chegando?



Quando estamos viajando, meu filho desde a saída pergunta: estamos chegando? Afirmo que sim, apesar de faltar 300 Km. Cinco minutos depois, lá vem ele com a mesma questão: estamos chegando?
Por mais que ande rápido ou vença o trajeto, nada o demoverá da teimosia de querer descer logo ou de ser informado com detalhes de onde está. Estar chegando revela a ansiedade em definir os relacionamentos.
Fala-se da proximidade para afugentar a distância.
Não é uma mentira, é uma verdade afoita.
Apressamos em dizer que amamos para não conviver com as dúvidas e tampouco gerar suspeitas da legitimidade do sentimento.
Há uma pressa pelo final em todo o início e há uma pressa pelo início em todo o final. É obrigatório dizer "eu te amo" para continuar e formalizar o laço. Talvez seja paixão, mas "eu te amo" já pula da garganta. Talvez seja atração e "eu te amo" fica sentado na primeira fila. Talvez seja carência e "eu te amo" puxa a ponta da camisa e da língua para frente. Não que seja desonesta a declaração, pois não definiremos ao longo dos dias quando se ama verdadeiramente. A precipitação é um modo de garantir, de tomar conta. Não se vive de porta aberta, "eu te amo" é a chave. Ama-se com o quarto fechado.

É dito para fazer valer o esforço da conquista, coroar a sedução, assegurar que aquela pessoa é sua, e que não mais corre o risco de perdê-la. Caso nenhum dos dois fale, amarga-se uma sensação de inutilidade e de desprezo. Não existe como sair ileso da encruzilhada: se não apregoamos o "eu te amo" somos insensíveis, se declaramos toda hora pode se tornar um aceno, mero cumprimento. É preciso cuidar para que não seja usado sem vontade. Um selinho não é suficiente para mandar a carta. Sem desejo, o "eu te amo" é saudação de lápide, entra-se no território da proteção e da rotina, para se despedir de amar.
Servirá para afastar o beijo quando deveria prolongá-lo. E as atitudes, e as outras palavras não contam? Quantas vezes proclamamos o amor precocemente? Antecipamos para que de fato venha. Prometemos para depois ver se acontece. Ainda que incomparável, o amor se faz pela comparação com experiências anteriores. Define-se pela sua força em sobrepujar as lembranças e relações anteriores. É a superação do que foi vivido que valida ou não sua intensidade. Não representa o amor, e sim uma nova tentativa de amar.

Será que o amor não é tão-somente a vontade de amar?
Estou chegando. Nunca chegarei, amor é estar a caminho.

21.2.06

No mistake about it ...

Those who aren't making mistakesprobably aren't makinganything.
Samuel Smiles

Trial and error is the secret sauce of the creative process.
By finding out what doesn't work, we eventuallydiscover what does.
Mistakes Are Great

Fail? I haven't failed! I now have 3,800 ways not to make an electric storage battery.
Thomas Edison

9.2.06

Amar é...


"Amar é simplesmente deixar que a vida nos carregue por caminhos tortuosos
e saber que um último suspiro pode nos libertar, uma lágrima pode nos
devolver a paz interior e um grito revelar a nossa força"...

3.2.06

Espetáculo A Viagem de Quixote


A Cisne Negro Cia de Dança, uma das mais respeitadas no país e no exterior, apresenta o espetáculo A Viagem de Quixote, uma homenagem aos 400 anos da obra Dom Quixote de La Mancha, do genial Miguel de Cervantes. Com música criada especialmente por Fábio Cárdia, coreografia de Dany Bittencourt e desenhos e figurinos de Eduardo Ferreira, Dom Quixote e seu fiel escudeiro Sancho Pança viajam pelas danças e ritmos brasileiros com linguagem universalista, passando pelo maracatu, maculelê, samba de roda, capoeira e outros ritmos.

Dom Quixote luta contra moinhos de vento e feiticeiros, busca o amor galante em Dulcinéia, anda por terras incultas, por mares nunca antes navegados, defendendo seus ideais. Presente, passado e futuro se fundem na figura desse sonhador, metáfora da capacidade humana em crer que os sonhos não envelhecem. Num trajeto dançado pelos bailarinos, ritmos, movimentos e melodias citam territórios culturais diversos em uma viagem coreográfica com Dom Quixote que, de tanto ler o mundo nos livros, foi correr mundo através dessa obra imortal.

A Cisne Negro, nasceu em circunstâncias especiais: sua diretora, Hulda Bittencourt, reuniu alunas do famoso Estúdio de Ballet Cisne Negro com atletas da Faculdade de Educação Física da USP. A união desses universos deu ao grupo sua principal característica: a dança energética, espontânea, viril e de grande qualidade técnica e artística. O grupo se insere dentro do panorama contemporâneo da dança ocidental, e assim, desde o início trabalha com coreógrafos inovadores e jovens. Seus trabalhos foram apresentados nas principais cidades do Brasil, nos EUA, Canadá, Inglaterra, Espanha, Alemanha, Uruguai, Argentina, Chile e África do Sul. Laureada com muitos prêmios, sucesso de crítica e público, em 2006 a companhia comemora 30 anos de existência, sempre pronta a levar a sua inovadora dança aos quatro cantos do planeta.

onde: SESC Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 bairro Aparecida Santos
mapa de localização telefone: 13 3227-5959
Hoje, sexta-feira às 21h00

amanhã, sábado às 18h00
Os ingressos custam R$ 3,00 (geral),
R$ 1,50 (usuários, idosos e estudantes) e
R$ 1,00 (associado)

1.2.06

nossas viagens pelo mundo - parte 1



BALI
O povo de Bali é, talvez, o povo mais doce do mundo. Os balineses cantam na rua. Os balineses sorriem pra todo mundo. Os balineses lhe dão flores, só porque você está ali. Os balineses saúdam você com um “namaste” — “eu saúdo o deus em você” — e eu suspeito que eles realmente acreditam que cada um de nós leva um deus dentro de si.

As coisas mais bonitas em Bali não estão à venda. Pode parecer um exagero, se consideramos as delicadas estatuetas esculpidas em madeira e pedra, e as lindas tapeçarias tecidas em algumas partes da ilha. Mas é verdade: as coisas mais bonitas feitas em Bali são aquelas que as mulheres e meninas fazem com grama e folhas e flores, para oferecer aos deuses em pequenas cerimônias que acontecem várias vezes ao dia. Estas pequenas cestas, tramadas rapidamente, são de uma leveza e complexidade, que parece incrível que a sua única função seja acomodar uma flor, uma vela, um pedaço de incenso, e ser colocadas nas calçadas, no chão, numa encruzilhada, num rodapé, para agradecer aos deuses (e são tantos!) que vivem diariamente com os balineses.

Por fim, a Indonésia é o destino certo para o surfista viajante que tem sede de onda boa.
Então, o que você está esperando?

31.1.06

BBB - Saullo será eliminado por causa de sua traição?

Daniel Saullo pode ser eliminado esta terça-feira do 'BBB'
deixando Roberta e Mariana 'órfãs'.
putz! e não vai sobrar nada pra gente ver?!

29.1.06

As coisas mais belas da vida não podem ser vistas ou tocadas. Elas precisam ser sentidas com o coração.

Olá! Meu nome é Marcela. Tenho 9 anos e hoje é um dia muito, muito, muito especial para mim! Sabe, eu estudo balé e daqui a pouco vou me apresentar pela primeira vez. Minha mãe disse que estou linda! Minha fantasia é de borboleta e a música que eu vou dançar faz a gente sentir como se estivesse voando!

Eu sei que a platéia está cheia, pois posso ouvir muitas pessoas se movimentando, conversando. São nossos pais e amigos que vieram assistir à nossa apresentação. Eu nunca tinha estado em um lugar com tanta gente antes! E, imagine só, todos vão me ver dançar!

Há um ano, quando pedi a minha mãe que me levasse até uma academia de dança, todo mundo achou estranho. Mas a música é tão maravilhosa e me faz sentir tão bem, que logo ela concordou.

Minha professora é muito especial. Ela me apresentou às outras crianças, explicou como poderiam me ajudar a ser uma bailarina e hoje elas são minhas melhores amigas...

No mês passado, quando eu perguntei o que era uma borboleta, minhas amigas trouxeram muitas para mim. Colocaram as borboletas nas minhas mãos, fizeram com que eu sentisse suas asas delicadas e depois me ajudaram a soltá-las... E eu sei que elas voaram para bem longe, felizes e livres. Eu sei disso porque há coisas muito especiais, que só se vêem com o coração; por exemplo, a felicidade das borboletas... e crianças especiais, como eu, que vêem tudo com o coração.

E agora chegou nossa vez. Eu e minhas amigas vamos entrar no palco e dançar a dança das borboletas, para mim, a mesma que elas dançaram, quando nós as soltamos. Só queria que todas as pessoas que estão na platéia pudessem sentir o que eu sinto: que, mesmo sem poder ver com os olhos, posso enxergar a felicidade no coração de cada uma de nós, um sentimento tão especial que é capaz de nos fazer voar, livres como borboletas.

Marcela nasceu cega. Nunca viu o pôr-do-sol ou as cores de um jardim florido... Mas conhece o sorriso de seus pais e o abraço de seus amigos, pois Marcela é muito querida e amada. Como toda criança, Marcela gosta de brincadeiras, de boneca, de bicicleta, de parquinho, de música, de piscina e muito mais. E, também como toda e qualquer criança, precisou de ajuda
para ganhar confiança, para aprender coisas novas. Graças a todo esse amor, a cada dia que passa, desenvolve novas habilidades. E Marcela tem muitas, como a de enxergar a felicidade com o coração!

27.1.06

Desigualdade global


Quero que esse mundo redondo
não fique deixando gente pelos cantos.

24.1.06

Meus olhos nos seus olhos

Meus olhos são marrons.
Meus olhos são cor de mel.
Só para você eles ficam azuis.
Só para você.
É preciso estar muito rente deles.
Eles chovem azul quando amam.

20.1.06

Alegria

Meu filho, de seis anos, quando vê, ouve ou ganha algo que ele acha muito legal, dá um grito de Uhhhuú e balança os braços pra cima, comemorando muito. É muito engraçado ver a expressão tão clara e direta de uma alegria assim tão simples. Pra nós, adultos, é bem difícil sermos tão espontâneos, por medo do ridículo e por conta de nossas preocupações com auto-imagem. Você tem registro de alguma situação em que a alegria tomou conta e você comemorou sem se importar com o vexame? É bom, né?

17.1.06

Estimule seu cérebro

Os cientistas da Nasa, a agência espacial americana, criaram um método lúdico para exercitar os dois lados do cérebro e estimular a criatividade do seu pessoal. É um exercício simples, que serve como aquecimento para a mente, no processo de formulação de idéias. Pratique todo dia pela manhã.

Como fazer:
1. Imprima o abecedário abaixo e depois cole-o em um local que você possa vê-lo com facillidade, como o espelho do banheiro ou uma parede da sua casa.
2. Leia o alfabeto em voz alta. Toda vez que aparecer um "d" embaixo da letra, levante a mão direita e a perna esquerda ao mesmo tempo. Sempre que um "e" sublinhar a letra, levante a mão esquerda e a perna direita. E, quando vir a letra "j", pule e levante as duas mãos.
Dica: Se ficar fácil, embaralhe o abecedário, mudando a ordem das letras.
Seu cérebro agradece, depois conte aqui como tem sido essa experiência.




10.1.06

Um estouro

Um grão pequenino e duro. Parece mágica que depois de aquecido ele estoure e tome aparência de uma flor. A pipoca é um alimento muito antigo, bem mais que o cinema e as festas juninas. Há 4 mil anos, índios americanos já sabiam estourar o milho levando as espigas inteiras ao fogo. Os astecas, povos que habitaram a região do atual México entre os séculos 14 e 16, utilizavam a pipoca como comida e decoração em suas cerimônias religiosas. Foi Colombo quem levou a técnica e as primeiras espigas para a Europa. No candomblé ela é um alimento sagrado que significa transformação - do milho duro para a pipoca macia. Uma transformação simbólica por qual todos devemos passar, e que só acontece com a quentura do fogo (o que significa que mudar não é moleza). A explicação científica para o estouro da pipoca está na água presente no interior do grão. O aquecimento transforma essa água em vapor, que expande até explodir e virar o milho do avesso. O grão de milho que permanece o mesmo, por mais que se aqueça em gordura quente, ganha o nome de piruá. Tem um ditado no interior de Minas Gerais que associa uma pessoa que não desenvolveu seus talentos, ou que não teve um amor, com o destino do piruá, ou seja, "a pipoca que não arrebentou".

por Sílvia Amélia na Revista Vida Simples
(eu leio sempre, leia também. bjo Rê)

8.1.06

Bitú!! Tô morrendo de saudades!!

dos pólos ao centro
dos pêlos aos poros
de fora para dentro
euteamo

6.1.06

Como você se sente?

Ás vezes eu me sinto assim...

A redenção do mundo

O amor pela vida é a redenção do mundo.
E ele é impulsionado pela dor e pela paixão.
Soframos, portanto, só o que é necessário.
E nos apaixonemos mais do que é preciso.

vou tentar retomar isso aqui
conto com vocês...

2.9.05

agradar...

- Filho, hoje tem aula de capoeira e eu não vou. Mas tô com muita vontade de ir.
- E porque não vai??
- Ahh, o papai diz que sexta-feira é dia de restaurante, de barzinho...
- Ahh mãe, mas a gente tem que agradar as pessoas um pouco, não tanto assim...
-.........

23.8.05

Fama repentina

Promoters que prezam a profissão, em todo o Brasil, estão revoltadas com esse título dado a Jeany Mary Cornes (nome de guerra), à profissional que organizava os tais eventos privados em Brasília, que aconteciam no Hotel Grand Bittar e numa mensão fechada no Lago Sul. Temem que essas orgias que estão vindo a público com detalhes de arrepiar confundam as pessoas sobre a real função de uma promoter ou cerimonialista. Inclusive com os pagamentos dos altíssimos cachês para as garotas contratadas. Jeany, no entanto, demonstrou uma ética incomum neste momento: não denunciou ninguém.

10.8.05

Pasteur dizia ...

- Pasteur dizia que a diferença entre o possível e o impossível está na vontade humana. Que esta vontade se manifeste em você pela iniciativa, pela perseverança, pelo comprometimento e pela autoconfiança. Que seus desejos ganhem asas; seus olhos, brilho; seu rosto, sorriso. E que seus projetos se ampliem de poucos metros quadrados de uma garagem para as dimensões que o sucesso almejado demandar.
...1 brinde aos 33! palavras de Tom Coelho
- e eu? digo amém!

4.8.05

Marque as páginas de sua vida

este blog ainda não publica fotos, não se empolguem...
ESCREVA SUA HISTÓRIA NA AREIA DA PRAIA, PARA QUE AS ONDAS A LEVEM ATRAVÉS DOS SETE MARES ATÉ TORNAR-SE LENDA NA BOCA DE ESTRELAS CADENTES.
CONTE SUA HISTÓRIA AO VENTO, CANTE-A NOS BARES PARA OS RUDES MARUJOS, AQUELES CUJOS OLHOS SÃO FARÓIS SUJOS, SEM BRILHO.
ESCREVA NO ASFALTO, COM SANGUE, GRITE BEM ALTO A SUA HISTÓRIA
ANTES QUE ELA SEJA VARRIDA NA MANHÃ SEGUINTE PELOS GARIS.
ABRA O PEITO NA DIREÇÃO DOS CANHÕES! SUBA NOS TANQUES DE PEQUIM!
DERRUBE OS MUROS DE BERLIM! DESTRUA AS CÁTEDRAS DE PARIS!

DEFENDA SUA PALAVRA. A VIDA NÃO VALE NADA
SE VOCÊ NÃO TEM UMA BOA HISTÓRIA PARA CONTAR.

1.8.05

mãe de liquidificador

fim de féias, ufa! preciso trabalhar.

foram dias maravilhosos, ensolarados e com ventinho gelado, mas graças a ele deu pra brincar bastante de pipa. visitar as avós e ter que pôr agasalho. cinemas com amigos, mas ainda não deu pra ver tudo. muita bola, muita praia e muito parquinho de areia. bicicleta e skate. churrascos e pizzas. faltou o passeio de bonde, mas teve o passeio ao Caros Amiguinhos – no casarão da rua Frei Gaspar. idas ao homeopata e ao shopping. roupinhas novas, humm. Tudo muito bom, não posso reclamar, mas parece que eu sai de um liquidificador tamanha dor nas costas...

ps. o Mateus podia ter escrito este post, só a última frase penso que seria diferente:
"... putz, não aguentava mais a minha mãe."

leiam:
BANHEIRA VERDE de Fabrício Carpinejar

Luz e Sombra

Luz
Para uma idéia da Prefeitura de São Paulo de conceder isenção fiscal ao comércio empresarial que se estabeleça na chamada ‘‘cracolândia’’, nas imediações do Bairro da Luz. Quem investir ali terá como prêmio a redução do IPTU, ISS e ITBI. A proposta é a de justamente criar a verdadeira revitalização, que não só favorece a população local como afasta um mundo sombrio da droga. É o que se faz em todos os países inteligentes que utilizam áreas de abandono e marginalidade para criação de pólos empresariais.


Sombra
Para a situação econômica dos jovens brasileiros, para a falta absoluta de oportunidades de trabalho que os leva a ter que se aventurar a outros países em busca de chances, que, em sua inexperiência da juventude, lhe parecem oferecer o paraíso sonhado. O desconhecimento das reais condições, os problemas culturais, a falta de vivência e as diferenças acabam, muitas vezes, por torná-lo um pária, um cidadão de segunda classe. E, muitas vezes, voltar, é um sinal de fracasso e vergonha. Assim, se submete.

22.7.05

Sem valores

A regra hoje é ‘‘saiu de cartaz, saiu da realidade’’. O que é ‘‘irado’’ e ‘‘sinistro’’ num dia, deixa de ser no outro e não há mente saudável que consiga acompanhar isso. Faz parte da regra do jogo de uma moral de entretenimento: alienação de qualquer questionamento mais sério — aliás, com as desculpas aos pais, herança deles — medo de pensar e entrega total aos ópios do momento. Tem também as vozes das celebridades rápidas da TV e do esporte. Que acabam se tornando autoridades no passageiro e que acabam ganhando as atenções gerais. Com todo o reconhecimento que merece o talento de um jogador como Robinho, é para se fazer esse estardalhaço com sua permanência ou não, no País? Ontem um amigo me disse que estava cansado de trabalhar tanto em função de um jogador só, eu lhe disse: adoro ele, mas pq não mandam logo ele pra PQP? Quando tantos cientistas e homens brilhantes que se foram daqui não mereceram um décimo dessa insistência, mesmo sendo perdas lamentáveis para a evolução profissional brasileira? A notoriedade que substituiu a qualidade é uma das causas da insegurança de tantos jovens. Outro ponto nevrálgico é a proposta de que a felicidade é a obsessão da forma nesse alucinado cultivo do físico. Não deixa a galera perceber que a gente se apega a corpos, mas só ama idéias e imagens. Viver assim, nesse mundo tão rápido, fugaz, precário torna as pessoas psicologicamente frágeis, envolvidas no nada, sem ter a que se ater. O ‘‘irado’’ de hoje dura muito pouco e acaba não levando a lugar nenhum, não formando um alicerce, não sedimentando valores. E sem eles, não vivemos.

13.7.05

"O que é o amor?"

"Amor é quando uma menina coloca perfume e o menino coloca loção pós-barba. Aí eles saem juntos e se cheiram". Carlos, 5 anos
"Amor é quando você sai para comer e oferece suas batatinhas fritas, sem esperar que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela". Cristina, 6 anos
"Amor é quando minha mãe faz café para o meu pai e toma um gole antes para ter certeza que está do gosto dele". Danny, 6 anos
"Amor é quando mamãe vê o papai suado e mau cheiroso
e ainda fala que ele é mais bonito que o Gianechinni. - Jane, 8 anos
"Quando você ama alguém, seus olhos sobem e descem e pequenas estrelas saem de você". Karen, 7 anos
"Amor é quando seu cachorro lambe sua cara,
mesmo depois que você deixa ele sozinho o dia inteiro". Maria, 4 anos
Viu como é fácil? Ame muito, sempre.

6.7.05

livrinhos para as férias...

...A fofoca não é minha,
só repito o que me disse
uma tia da vizinha
do irmão da Berenice:

Berenice anda espalhando
que Clotilde está pirada
e, se escuta alguém falando,
sai correndo e dá chifrada!

Pode até não ser verdade,
mas a última historinha
é melhor contar mais tarde
no castelo da rainha.

Vamos lá, não se vire,
nem espirre ou solte pum;
feche o bico e se retire
sem fazer ruído algum...

trecho de "Na Casa do Curinga"
May Shuravel - Companhia das Letrinhas